Workshop RAA – Reações Expansivas no Concreto

04/07/2019
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Com a presença de mais de 130 especialistas, realiza-se nesta quinta-feira (04/07/2019), no prédio 50 do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo), o Workshop RAA – Reações Expansivas no Concreto. O evento acontece em um contexto de crescente preocupação com a qualidade e a durabilidade das obras, o que tem gerado grandes avanços na tecnologia do concreto para a prevenção dos fenômenos causadores de sua deterioração, dentre os quais a reação álcali-agregado (RAA).

Recentemente, o Comitê Técnico CT-201, do Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto),  concluiu uma Prática Recomendada dirigida ao meio técnico com a finalidade de facilitar o entendimento e divulgar ações para a prevenção dessa manifestação patológica. O CT-21 é presidido pelo geólogo Claudio Sbrighi e o estudo apresentado contou com a colaboração do também geólogo Arnaldo Battagin, da ABCP. O workshop tem o objetivo de debater o tema e apresentar esse trabalho, destacando-se o lançamento do Guia de Prevenção da Reação Álcali-Agregado.

O Workshop RAA – Reações Expansivas no Concreto foi realizado por iniciativa conjunta da ABCP, do Ibracon e do IPT. Conta com o apoio do ABNT CB-18 e de Furnas e tem patrocínio das empresas Cavan, Elkem, Embu, Polimix e Tecnosil. A mesa de abertura foi composta por Paulo Camillo, presidente da ABCP, José Antônio de Santana Junior (Polimix), Júlio Timermann (Ibracon), Pedro Massucato (Cavan), Roberto Pompiani (Tecnosil), Wilson Iyomasa (IPT), Claudio Kerr do Amaral (Elkem) e Luiz Eulálio de Moraes Terra (Embu).

Em sua manifestação de abertura, o presidente da ABCP foi enfático sobre a importância da iniciativa, destacando que ela reflete “constantes e relevantes parcerias dos principais atores da cadeia produtiva da construção que empregam o cimento e o concreto, parcerias essas todas em prol da qualidade e durabilidade das obras brasileiras, edificadas segundo rígidos critérios ambientais e sustentáveis”. Paulo Camillo lembrou que a reação álcali-agregado (RAA) apresentou-se durante longos anos no âmbito das hidrelétricas (barragens de concreto), sendo depois diagnosticada também em edificações urbanas, exigindo expressivos custos de recuperação, e que “a efetiva prevenção das deteriorações causadas por esse fenômeno é sem dúvida a melhor solução”.

A contribuição das adições

Antecipando um pouco o teor do workshop e das próprias conclusões do estudo, o presidente da ABCP referiu-se à importância das adições ao cimento Portland, em especial das cinzas volantes (fly ashs, resíduos de termelétricas) ou argilas calcinadas, para a mitigação das manifestações patológicas da RAA, ainda mais quando adicionadas a cimentos de composição química diferenciada. Segundo enfatizou, as adições não só contribuem na prevenção destacada, como colaboram positivamente com inúmeros outros aspectos técnicos, que vão desde o desempenho térmico e mecânico do concreto até a mitigação da pegada de carbono, contribuindo assim para a redução das emissões dos gases de efeito estufa. E as questões ambientais – acrescentou o presidente da ABCP – ganharam tamanha importância nos cenários mundial e nacional que “a centenária indústria brasileira do cimento mostrou uma vez mais seu protagonismo ao lançar na presença do ministro do Meio Ambiente, em maio, o Mapeamento Tecnológico do Cimento (Roadmap), um documento com apoio da academia e de importantes organismos multilaterais mundiais, que trata de mostrar o potencial de redução das emissões de carbono da indústria brasileira do cimento até 2050”.

  • Plateia do Workshop RAA
  • Mesa de abertura