Mudanças climáticas e Meio Ambiente

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As mudanças climáticas já são uma realidade para o planeta e as evidências fazem parte dos acontecimentos diários, com ameaças à infraestrutura das cidades, diminuição da produtividade nas lavouras e alterações nos oceanos.

Dentro desse cenário, a indústria cimenteira brasileira vem adotando voluntariamente medidas para melhorar o desempenho de seus processos produtivos quanto à emissão de gases de efeito estufa, incluindo o acompanhamento e inventário de emissões, o desenvolvimento de programas de eficiência energética, o uso de adições ao cimento e o uso de combustíveis alternativos.

Todos os anos, as nações membros da Conferência das Partes (COP), criada pela ONU em 1992, se reúnem para elaborar propostas de mitigação e adaptação e acompanhar as ações e acordos estabelecidos. O objetivo da cúpula é conter o aumento da temperatura média do planeta, causado pelo efeito estufa, do qual a emissão de CO2 constitui um dos principais fatores.

Assim como em anos anteriores, a ABCP manteve em 2015, ao lado do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), a representação do setor em diferentes fóruns sobre mudanças climáticas. Juntos, deram suporte técnico para a elaboração de inventários e apoio à promoção e difusão, ao meio técnico e à sociedade em geral, dos avanços alcançados pelo setor no Brasil, considerado uma referência internacional.

Grande parte dos produtores brasileiros de cimento integra o fórum internacional do Cement Sustainability Initiative – Iniciativa de Sustentabilidade do Cimento (CSI), do WBCSD, sigla em inglês do Conselho Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. Atenta a isso, a ABCP e o SNIC mantiveram entendimentos para a criação do projeto denominado Mapeamento Tecnológico do Cimento – Brasil, o chamado Cement Technology Roadmap Brazil 2050.

Apoiado pela Agência Internacional de Energia (IEA) e pela CSI, o Roadmap Brazil visa mapear as tecnologias existentes e as potenciais que sejam capazes de auxiliar a indústria do cimento a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, melhorar a eficiência energética e, assim, atender às demandas futuras da sociedade e suas políticas públicas.

A meta é projetar um cenário para 2050, construído sobre a avaliação das tecnologias existentes na indústria nacional e nas que virão a ser incorporadas. Lançado oficialmente em 12 de setembro de 2014, o projeto deve ser concluído em dezembro de 2016, alinhando-se a outras três iniciativas semelhantes, já realizadas: Global (2009 – CSI, Cement Sustainable Initiative), Índia (2012) e Europa (2013 – Cembureau).