Mesa formada (da esquerda para a direita) por: Roberto Petrini, presidente do Sinaprocim, Cláudio Conz, presidente da Anamaco, Carlos Cruz, presidente da APM (Associação Paulista de Municípios), Caco Auricchio, diretor titular do Deconcic, Marcos Penido, titular da Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), Paulo Camillo Penna, presidente da ABCP e do SNIC, e Mário William, gerente de Relações Institucionais da ABCP

Deconcic/Fiesp avalia PIB setorial e ABCP/SNIC mostram impacto da greve na indústria

10/09/2018
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A Diretoria do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), reuniu-se na manhã desta segunda-feira (10/09/2018), em reunião plenária, para apresentar os dados consolidados do PIB da Construção no período 2007-2017, e também no 1º semestre de 2018, além de tratar de outros temas relevantes ao setor da construção civil.

Um desses temas foi o impacto da paralisação dos caminhoneiros, ocorrida em maio, sobre a indústria paulista e seus reflexos na construção civil. Conforme apresentação do presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo Penna, “o impacto de redução de vendas de 900 mil toneladas nos 10 dias de greve, somado à desaceleração econômica, alterou a previsão do SNIC de fechar o ano com 1% ou 2 % de crescimento para 1% a 2% negativos, levando o setor a quatro anos consecutivos de queda de vendas, o que significa até agora (de 2015 a julho de 2018) perdas de 26%”. As 900 mil toneladas de cimento representavam, na época da greve, 1,7% das vendas, o que explica a troca de sinal (de + para -) nas projeções de vendas para 2018.

Outro fator negativo para o setor foi a tabela de frete mínimo. O frete respondia antes da greve por 28% da receita líquida das empresas. Com a adoção da tabela, a indústria do cimento foi impactada em 114% neste item. “A tabela de frete mínimo afeta praticamente todos os setores, trazendo impactos mesmo naqueles em que o custo de transporte representa 3% da receita, mas o efeito é ainda mais drástico nos setores em que este custo tem grande relevância no faturamento das empresas. Entre os efeitos esperados pode-se destacar a primarização do transporte, o desabastecimento de algumas regiões e a diminuição da produção”, explica Paulo Camillo.

Na reunião plenária, o Deconcic também debateu ações para promover a disseminação de informações sobre o Programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana, visando ampliar investimento nessa área, especialmente na construção de calçadas, nos municípios do Estado de São Paulo. Nessa área, a ABCP desenvolveu e promove uma série de soluções amparadas pelo programa Soluções para Cidades.

O presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo, apresenta um balanço dos impactos causados à indústria do cimento pela greve de caminhoneiros e pela desaceleração econômica