11º Construbusiness: Antecipando o futuro

19/03/2015
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No último dia 9 de março de 2015, o Departamento da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deconcic-Fiesp) realizou, com a presença de mais de mil participantes, entre autoridades políticas, empresários, executivos e dirigentes de entidades de classe, o 11º Congresso Brasileiro da Construção, mais conhecido como Construbusiness. A edição de 2015, intitulada Antecipando o Futuro, apresentou, como nos congressos anteriores, a publicação de mesmo nome que trouxe, além da análise sobre o papel da cadeia produtiva da construção e seu peso econômico, os cenários para o crescimento econômico, o desenvolvimento urbano e a expansão da infraestrutura econômica no período de 2015 a 2022.

O estudo avaliou um cenário em que o setor movimenta 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e responde por 52,5% da formação bruta de capital fixo do país. E prevê que, para que o Brasil chegue a um patamar positivo até 2022, serão necessários investimentos anuais de R$ 560 bilhões, cerca de 9,8% do PIB nacional.

“Em suas diversas atividades, a cadeia produtiva tem empregado 13% da força de trabalho do país e é responsável por 10% de participação no PIB nacional. Ou seja, é responsável por importantes investimentos na área de infraestrutura, pela geração de empregos e pela movimentação da economia brasileira”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp, ressaltando na ocasião a importância do setor para o crescimento do país.

De acordo com os dados do estudo, a média anual de investimentos em infraestrutura econômica entre 2010 e 2014 foi de R$ 184,5 bilhões, cerca de 3,8% do PIB nacional. Para Carlos Eduardo Auricchio, diretor do Deconcic, o impacto disso sobre a competitividade do país é enorme. “Esses investimentos garantem a oferta de serviços de transportes, energia e telecomunicação a custos competitivos no longo prazo, aumentando a produtividade de toda a economia do Brasil”.

 

Projeções 2015-2002

Na área de transportes, as necessidades de investimentos somam R$ 45,5 bilhões por ano para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Além disso, são necessários R$ 47,4 bilhões para a expansão do sistema de geração, transmissão e distribuição de eletricidade e R$ 96 bilhões para projetos de exploração, produção e distribuição de petróleo e gás.

Já em desenvolvimento urbano, é necessário fomentar e conceder crédito para investimentos. Na área habitacional, o investimento soma R$ 202 bilhões por ano para novas moradias e R$ 104 bilhões para reformas, ampliações e construção de edificações comerciais.

No campo da mobilidade urbana, é preciso injetar R$ 12 bilhões anuais para projetos em metrôs e trens. Enquanto R$ 18 bilhões por ano devem ser consumidos para saneamento básico.

 

No déficit habitacional, de 2010 a 2013 observou-se uma queda anual de 4,4%, uma redução total de 873,4 mil famílias. Para atender às novas famílias, eliminar a precariedade e reduzir a coabitação será necessária a construção de 11,548 milhões de moradias, cerca de 1,448 milhão por ano, até 2022.

 

O objetivo do 11º Construbusiness é apresentar ao governo uma agenda positiva com propostas para aumentar a competitividade e desburocratizar o setor, para eliminar os gargalos que a cadeia da construção enfrenta.

A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) apoia e trabalha desde a primeira edição do Construbusiness para que este projeto ajude o setor e também o desenvolvimento do Brasil. Como em diversas outras edições, nesta décima primeira a ABCP assumiu a coordenação técnica do estudo.