Obra popular com economia e rapidez
Construtora de Pernambuco prevê economia de 20% com o uso de alvenaria estrutural com blocos de concreto

Alvenaria estrutural com blocos de concreto: estimativa de economia chega a 20%

Conjunto Cristina Tavares, da Cinkel, com 17 blocos e 272 apartamentos
Para conseguir maior padronização e rapidez nas construções, várias construtoras da região de Paulista-PE começam a aderir à tecnologia da alvenaria estrutural com blocos de concreto, muito utilizada no Sul e Sudeste do País pela economia e racionalização que propicia às obras. Entre essas empresas está a Cinkel, que investe na construção de dois conjuntos residenciais no município de Paulista, usando pela primeira vez a tecnologia.
De acordo com o engenheiro responsável da Cinkel, Jair Kelner, a mudança deve-se às vantagens que a alvenaria estrutural com blocos de concreto oferece. “O empreendimento seria feito, inicialmente, em bloco cerâmico. Mas depois de um estudo que a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) nos apresentou, decidimos mudar, porque a tecnologia apresentou diversos benefícios, por exemplo, em relação à economia, tanto na espessura do revestimento interno quanto de fachada, devido à uniformidade das peças”, explica. Ainda segundo Kelner, o empreendimento custará 20% menos com a aplicação do novo sistema construtivo.
Obra rápida
Com a agilidade do sistema, o primeiro condomínio foi finalizado em 14 meses, sendo a estrutura erguida em apenas cinco. Já no segundo, que ainda está em execução, deve-se reduzir o tempo total para 11 meses. Para o engenheiro Kelner, essa rapidez é alcançada principalmente por conta da produção de lajes, que, assim como as escadas, estão sendo pré-moldadas pela própria construtora no canteiro de obras, em uma linha de produção montada no terreno. Os blocos estruturais também estão sendo feitos no mesmo local, pela empresa Acinol. “As lajes são concretadas e içadas com guindastes em cerca de quatro dias. E agora também podemos pintar diretamente o teto, sem precisar de revestimento”, revela.
O empreendimento da Cinkel custará em torno de R$ 13,6 milhões e é financiado pela Caixa Econômica Federal, no sistema PAR. Além disso, será usado como modelo para a cadeia construtiva local. Consultores da ABCP acompanharam a execução do primeiro conjunto para levantar os índices de produtividade e consumo alcançados com as ações sugeridas pela entidade e multiplicá-los em seguida para o setor.
Os conjuntos da Cinkel são o “Cristina Tavares”, com 17 blocos, totalizando 272 apartamentos de 42 m2, que já está sendo entregue em maio próximo, e “Padre João Ribeiro”, que possui 14 blocos e um total de 224 unidades, também com 42 m2, que deve ser concluído em setembro deste ano. Todos possuem dois quartos, sala, cozinha, área de serviço e um banheiro.
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Juliana Chaves
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