Arte em ferrocimento
Versatilidade
do material inspira personagens da artista Elisa
Pena
A artista plástica
mineira Elisa Pena descobriu através da
técnica do ferrocimento uma nova direção
para o seu trabalho. Após um contato com
o escritório da ABCP, em meados da década
de 90, Elisa não só aprendeu a técnica
como mudou de imediato o material que utilizava
em suas obras. Ela produzia no início da
carreira esculturas em cerâmica. Formada
pela Escola Guignard, Elisa Pena hoje só
trabalha com o concreto armado com limalha de
ferro e cobre. “O material é versátil
e pode ser utilizado até na arte”,
diz. Segundo ela, a opção pelo ferrocimento
deveu-se ao baixo custo, leveza e resistência
do material. “Além disso, ele proporciona
a dimensão que eu quiser”, destaca.
Bastante influenciada
pelo barroco mineiro, Elisa esculpe diferentes
figuras de mulheres, que vão do sagrado
ao profano. “Um destaque especial nas
peças são os ombros que remetem
às montanhas mineiras”, explica.
As cores e as texturas utilizadas também
reportam a Minas Gerais. São esculturas
de médio e grande porte, com dimensões
de até 3m de altura. Cada mulher em ferrocimento
tem um perfil, uma característica própria.
São mães, jovens, senhoras. Eugênia,
Josefine, Geni e Teresa são alguns dos
nomes das esculturas. “Os nomes traduzem
bem a peça em si”, aponta.
Elisa Pena tem
29 de anos de carreira e realizou exposições
em Brasília e Belo Horizonte. Ela possui
peças expostas nas entradas do Zoológico
Municipal e do Teatro Marília, na capital
mineira.
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