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CP
I e CP II
O primeiro cimento portland
lançado no mercado brasileiro
foi o cimento comum, que corresponde
atualmente ao CP I - CIMENTO
PORTLAND COMUM (EB 1/ NBR
5732), um tipo de cimento
portland sem quaisquer adições
além do gesso (utilizado como
retardador da pega). Ele acabou
sendo considerado na maioria
das aplicações usuais como
termo de referência para comparação
com as características e propriedades
dos tipos de cimento que surgiram
posteriormente. Foi a partir
do amplo domínio científico
e tecnológico sobre o cimento
portland comum que se pôde
desenvolver outros tipos de
cimento, com o objetivo inicial
de atender a casos especiais.
Com o tempo verificou-se que
alguns desses cimentos, inicialmente
tidos como especiais, tinham
desempenho equivalente ao
do cimento portland comum
original, atendendo plenamente
às necessidades da maioria
das aplicações usuais e apresentando,
em muitos casos, certas vantagens
adicionais. A partir dos resultados
dessas conquistas e a exemplo
de países tecnologicamente
mais avançados, como os da
União Européia, surgiu no
mercado brasileiro em 1991
um novo tipo de cimento portland
composto, cuja composição
é intermediária entre os cimentos
portland comuns e os cimentos
portland com adições (alto-forno
e pozolânico), estes últimos
já disponíveis há algumas
décadas. RESISTÊNCIA
MECÂNICA
Os
cimentos portland normalizados
são designados pela sigla
e pela classe de resistência.
A sigla corresponde ao prefixo
CP acrescido do algarismo
romano I ou II, sendo as classes
de resistências indicadas
pelos números 25, 32 e 40.
As classes de resistência
apontam os valores mínimos
de resistência à compressão
(expressos em megapascal -
MPa) garantidos pelos fabricantes,
após 28 dias de cura.
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CP
III e CP IV
O consumo apreciável de
energia durante o processo
de fabricação de cimento
motivou mundialmente a busca
de medidas para reduzir
o consumo energético. Uma
das alternativas de sucesso
foi o uso de escórias granuladas
de alto-forno e materiais
pozolânicos na composição
dos chamados CP III - CIMENTO
PORTLAND DE ALTO-FORNO e
CP IV - CIMENTO PORTLAND
POZOLÂNICO respectivamente.
RESISTÊNCIA
MECÂNICA
Os
cimentos portland normalizados
são designados pela sigla
e pela classe de resistência.
A sigla corresponde ao prefixo
CP acrescido do algarismo
romano III e IV, sendo as
classes de resistências
indicadas pelos números
25, 32 e 40. As classes
de resistência apontam os
valores mínimos de resistência
à compressão (expressos
em megapascal - MPa) garantidos
pelos fabricantes, após
28 dias de cura.
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CP
V - ARI
O cimento portland de alta
resistência inicial (CP
V - ARI) tem a peculiaridade
de atingir altas resistências
já nos primeiros dias da
aplicação. O desenvolvimento
da alta resistência inicial
é conseguido pela utilização
de uma dosagem diferente
de calcário e argila na
produção do clinquer, bem
como pela moagem mais fina
do cimento, de modo que,
ao reagir com a água, ele
adquira elevadas resistências,
com maior velocidade.
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CP
- RS
Os cimentos portland resistentes
aos sulfatos são aqueles
- como o próprio nome diz
- que têm a propriedade
de oferecer resistência
aos meios agressivos sulfatados,
tais como os encontrados
nas redes de esgotos de
águas servidas ou industriais,
na água do mar e em alguns
tipos de solos. De acordo
coma norma NBR 5737, quaisquer
um dos cinco tipos básicos
(CP I, CP II, CP III, CP
IV e CP V-ARI) podem ser
considerados resistentes
aos sulfatos, desde que
obedeçam a pelo menos uma
das seguintes condições:
•
teor de aluminato tricálcico
(C3A) do clinquer e teor
de adições carbonáticas
de, no máximo, 8% e 5% em
massa, respectivamente.
• cimentos do tipo alto-forno
que contiverem entre 60%
e 70% de escória granulada
de alto-forno, em massa.
• cimentos do tipo pozolânico
que contiverem entre 25%
e 40% de material pozolânico,
em massa.
• cimento que tiverem antecedentes
de resultados de ensaios
de longa duração ou de obras
que comprovem resistência
aos sulfatos.
No
primeiro e no último caso
o cimento deve atender ainda
a uma das normas NBR 5732,
5733, 5735, 5736 e 11578.
Se o cimento original for
o portland de alta resistência
inicial (NBR 5733), admite-se
a adição de escória granulada
de alto-forno ou materiais
pozolânicos, para os fins
específicos da NBR 5737. |
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CP
de Baixo Calor de Hidratação
O aumento da temperatura no
interior de grandes massas
de concreto devido ao calor
desenvolvido durante a hidratação
do cimento pode levar ao aparecimento
de fissuras de origem térmica,
que podem ser evitadas se
forem usados cimentos com
taxas lentas de evolução de
calor, os chamados cimentos
portland de baixo calor de
hidratação. Os
cimentos portland de baixo
calor de hidratação, de acordo
com a NBR 13116, são aqueles
que despendem até 260 J/g
e até 300 J/g aos 3 dias e
7 dias de hidratação respectivamente,
e podem ser qualquer um dos
tipos básicos. O ensaio é
executado de acordo com a
norma NBR 12006 - Determinação
do Calor de Hidratação pelo
Método da Garrafa de Langavant.
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CPB
O cimento portland branco
é um tipo de cimento que se
diferencia dos demais pela
coloração. A cor branca é
conseguida a partir de matérias-primas
com baixo teores de óxido
de ferro e manganês e por
condições especiais durante
a fabricação, especialmente
com relação ao resfriamento
e à moagem do produto.
No
Brasil o cimento portland
branco é regulamentado pela
Norma NBR 12989, sendo classificado
em dois subtipos: cimento
portland branco estrutural
e cimento portland branco
não estrutural.
O
cimento portland branco estrutural
é aplicado em concretos brancos
para fins arquitetônicos,
possuindo as classes de resistência
25, 32 e 40, similares às
dos demais tipos de cimento.
Já o cimento portland branco
não estrutural não tem indicações
de classe e é aplicado, por
exemplo, no rejuntamento de
azulejos e na fabricação de
ladrilhos hidráulicos, isto
é, em aplicações não estruturais,
sendo esse aspecto ressaltado
na sacaria para evitar uso
indevido por parte do consumidor.
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CPP
- Cimento para poços
petrolíferos
O CPP constitui um tipo de
cimento portland de aplicação
bastante específica, qual
seja a cimentação de poços
petrolíferos. O consumo desse
tipo de cimento é pouco expressivo
quando comparado ao de outros
tipos de cimentos normalizados
no País. O cimento para poços
petrolíferos (CPP) é regulamentado
pela NBR 9831 e na sua composição
não se observam outros componentes
além do clínquer e do gesso
para retardar o tempo de pega.
No processo de fabricação
do cimento para poços petrolífero
são tomadas precauções para
garantir que o produto conserve
as propriedades reológicas
(plasticidade) necessárias
nas condições de pressão e
temperatura elevadas presentes
a grandes profundidades, durante
a aplicação nos poços petrolíferos.
O CPP pode ser identificado
como sendo um cimento classe
G (CPP-G). |
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A
influência dos tipos
de cimento nas argamassas
e concretos
As influências dos tipos de
cimento nas argamassas e concretos
são relativas, podendo-se
ampliar ou reduzir seu efeito
através do aumento ou diminuição
da quantidade de seus componentes,
sobretudo a água e o cimento.
As características dos demais
componentes, que são principalmente
os agregados (areia, pedra
britada, pó-de-pedra, etc.),
também poderão alterar o grau
de influência, sobretudo se
contiverem matérias orgânicas
(folhas, raízes, etc.). Finalmente,
pode-se usar aditivos químicos
para reduzir certas influências
ou aumentar o efeito de outras,
quando desejado ou necessário.
Tudo
isso leva à conclusão de que
é necessário estudar a dosagem
ideal dos componentes das
argamassas e concretos a partir
do tipo de cimento escolhido
ou disponível na praça, de
forma a estabelecer uma composição
que dê o melhor resultado
ao menor custo. A dosagem
deve obedecer a métodos racionais
comprovados na prática e que
respeitem as normas técnicas
aplicáveis e o uso dos aditivos
deve seguir as instruções
do seu fabricante.
Além
disso, é fundamental fazer
corretamente o adensamento
e a cura das argamassas e
dos concretos. O adensamento
e a cura mal feitos são as
principais causas de defeitos
e problemas que surgem nas
argamassas e nos concretos,
como baixa resistência, as
trincas e fissuras, o corrosão
da armadura etc. O bom adensamento
é obtido por vibração adequada.
O principal cuidado que se
deve tomar para obter uma
cura correta é manter as argamassas
e os concretos úmidos após
a pega, molhando-os com uma
mangueira ou com um regador,
ou então cobrindo-os com sacos
molhados (de aniagem ou do
próprio cimento), ou até colocando
tábuas ou chapas de madeira
molhadas sobre a superfície,
de modo a impedir a evaporação
da água por ação do vento
e do calor do sol durante
um período mínimo de sete
dias. |
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Armazenamento
dos sacos de cimento
O cimento é um produto perecível,
portanto é preciso atentar
para os cuidados necessários
à sua conservação, pelo maior
tempo possível, no depósito
ou no canteiro de obras.
O
cimento é embalado em sacos
de papel kraft de múltiplas
folhas. Trata-se de uma embalagem
usada no mundo inteiro, para
proteger o cimento da umidade
e do manuseio no transporte,
ao menor preço para o consumidor.
Além disso, o saco de papel
é o único que permite o enchimento
com material ainda bastante
aquecido, por ensacadeiras
automáticas imprescindíveis
ao atendimento do fluxo de
produção (ao contrário de
outros tipos de embalagem
já testados, como a de plástico).
Mas, o saco de papel protege
pouco o cimento nele contido
da ação direta da água.
Se
o cimento entrar em contato
com a água na estocagem, ele
vai empredrar ou endurecer
antes do tempo, inviabilizando
sua utilização na obra ou
fábrica de pré-moldados e
artefatos de cimento.
A
água é o maior aliado do cimento
na hora de confeccionar as
argamassa e os concretos.
Mas é o seu maior inimigo
antes disso. Portanto, é preciso
evitar a todo custo que o
cimento estocado entre em
contato com a água. A água
não vem só da chuva, de uma
torneira ou de um cano furado;
também se encontra, sob forma
de umidade, no ar, na terra,
no chão e nas paredes.
Por
isso, o cimento deve ser estocado
em local seco, coberto e fechado
de modo a protegê-lo da chuva,
bem como afastado do chão,
do piso e das paredes externas
ou úmidas, longe de tanques,
torneiras e encanamentos,
ou pelo menos separados deles.
Recomenda-se
iniciar a pilha de cimento
sobre um tablado de madeira,
montado a pelo menos 30 cm
do chão ou piso e não formar
pilhas maiores do que 10 sacos,
se o cimento for ficar estocado
por mais de quinze dias. Quanto
maior a pilha, maior o peso
sobre os primeiros sacos da
pilha. Isso faz com que seus
grãos sejam de tal forma comprimidos
que o cimento contido nesses
sacos fique quase endurecido,
sendo necessário afofá-lo
de novo, antes do uso, o que
pode acabar levando ao rompimento
do saco e à perda de boa parte
do material. A pilha recomendada
de 10 sacos também facilita
a contagem, no hora da entrega
e no controle dos estoques.
É
recomendável utilizar primeiro
o cimento estocado há mais
tempo, deixando o que chegar
por último para o fim, o que
evita que um lote fique estocado
por tempo excessivo, já que
o cimento, bem estocado, é
próprio para uso por três
meses, no máximo, a partir
da data de sua fabricação
A
fabricação do cimento processa-se
rapidamente. O clinquer de
cimento portland sai do forno
a cerca de 80ºC, indo diretamente
à moagem, ao ensacamento e
à expedição, podendo, portanto,
chegar à obra ou depósito
com temperatura de até 60
ºC. Não é recomendável usar
o cimento quente, pois isso
poderá afetar a trabalhabilidade
da argamassa ou do concreto
com ele confeccionados. Deve-se
deixá-lo descansar até atingir
a temperatura ambiente e,
para isso, recomenda-se estocá-lo
em pilhas menores, de 5 sacos,
deixando um espaço entre elas
para favorecer a circulação
de ar, o que fará com que
eles se resfriem mais rapidamente.
Nas
regiões de clima frio a temperatura
ambiente pode ser tão baixa
que ocasionará um retardamento
do início de pega. Para que
isso não ocorra, convém estocar
o cimento em locais protegidos
de temperaturas abaixo de
12 ºC.
Tomados
todos os cuidados na estocagem
adequada do cimento para alongar
ao máximo sua vida útil, ainda
assim alguns sacos de cimento
podem se estragar. Às vezes,
o empedramento é apenas superficial.
Se esse sacos forem tombados
sobre uma superfície dura
e voltarem a se afofar, ou
se for possível esfarelar
os torrões neles contidos
entre os dedos, o cimento
desses sacos ainda se prestará
ao uso normal. Caso contrário,
ainda se pode tentar aproveitar
parte do cimento, peneirando-o.
O pó que passa numa peneira
de malha de 5 mm (peneira
de feijão) pode ser utilizado
em aplicações de menor responsabilidade,
tais como pisos, contrapisos
e calçadas, mas não deve ser
utilizado em peças estruturais,
já que sua resistência ficou
comprometida, pois parte dele
já teve sua resistência comprometida.
Enfim,
observa-se que é fundamental
a estocagem correta, pois
não apenas há o risco de perder-se
parte do cimento, como também
acaba-se reduzindo a resistência
final do cimento que não chegou
a estragar.
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