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21/12/2009

Responsabilidade Social Empresarial

A indústria do cimento e a ABCP reconhecem o papel social das instituições no apoio à formação da cidadania e ao bem-estar da população brasileira. Para isso, além dos programas de cada empresa associada da ABCP, a própria Associação possui projetos que, paralelamente ao desenvolvimento do mercado, possuem forte acento social. Em anos anteriores, projetos como Mãos à Obra (TV e impresso) e Casa 1.0, entre outros, tiveram essa diretriz.

Hoje, algumas dessas experiências estão no âmbito dos projetos de Autoconstrução.

Para a maioria da população, a construção da casa ocorre de maneira progressiva, por meio de obras e reformas constantes. E a autogestão da  construção é a maneira mais utilizada pela população brasileira para adquirir, ao longo dos anos, a casa própria. É assim que são construídas 70% das habitações no país. Os projetos de Autoconstrução da ABCP abrangem esse grande público, que constrói e reforma a própria casa. Para atender a esse contingente da população, a Associação busca mobilizar o setor, gerar e multiplicar informações para promover o conhecimento de profissionais e moradores, além de desenvolver modelos de projetos que estimulam a qualidade na construção das moradias.

Dois projetos recentes, em ainda em curso, mostram essa atuação. São eles:

Clube da Reforma – O Clube da Reforma surgiu do entendimento de que melhorar a condição da habitação impacta diretamente na qualidade de vida e na saúde dos seus moradores e o acesso a moradia digna é um forte instrumento à inclusão social. A esse viés social, somou-se a visão de mercado enunciada pelo grande potencial econômico existente nesse segmento. Em 2008, a ABCP elaborou a primeira proposta do Clube da Reforma. No início de 2009, o clube ganhou um cocriador, a ONG Ashoka, internacionalmente reconhecida pelo apoio a empreendedores sociais. Durante 2009 a ABCP e a Ashoka estruturaram a proposta de constituição do Clube da Reforma e mobilizaram diversas empresas, organizações sociais e profissionais interessados em investir e trabalhar conjuntamente. A iniciativa sustenta-se na união de setores e profissionais que constituem um corpo de associados e buscam em conjunto soluções para desafios socioeconômicos com o foco na melhoria da qualidade da moradia das famílias de baixa renda no Brasil. O Clube conta hoje com a participação de líderes de segmentos sociais e empresariais, que juntos pactuaram o objetivo de melhorar a moradia das famílias de baixa renda, gerando condições de mercado favoráveis para o desenvolvimento de novas economias, com empreendedorismo comunitário e desenvolvimento humano. Juntos seus participantes irão promover ações positivas que impulsionem mudanças significativas no mercado da construção autogerida.

Os projetos locais de estímulo à construção abrem um espaço para o conhecimento de diferentes realidades no país. A partir delas, o desenvolvimento de modelos pode permitir transformações em grande escala. A atuação nas comunidades é um território propício para a inovação. Os projetos da ABCP têm o objetivo comum de desenvolver iniciativas de sucesso, impulsionadoras da multiplicação. O trabalho em campo é também um espaço para a elaboração e o teste de ferramentas, para formatar know-how de implantação, desenvolver e disponibilizar instrumentos para diversos multiplicadores.

Magia da Reforma – Em São Paulo, a ABCP realizou em 2009 o acompanhamento e a finalização de obras do projeto Magia da Reforma, iniciando negociações para fazer da Prefeitura de São Paulo um agente multiplicador de projetos de melhoria habitacional. Duas novas comunidades estão em estudo pelo Executivo municipal para multiplicação da experiência já realizada na comunidade de Paraisópolis, situada na zona Sul da capital.

Construção assistida – Em Fortaleza/CE, o projeto Construção Assistida passou por um ano de captação de novos parceiros e estruturação da multiplicação. A ONG Cearah Periferia, criada há mais de 30 anos em Fortaleza, irá atuar nas comunidades em conjunto com o Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFCE), antigo Cefet, e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) divulgará o projeto para sua carteira de clientes. ABCP e Ashoka trabalharão na formatação de um modelo com foco em multiplicação, com o objetivo de expansão, e o Ministério das Cidades também participará da iniciativa levando parte da experiência, em forma de pacotes, para agentes multiplicadores em todo o país.


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