Quais as principais tendências no controle da qualidade do concreto?

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As novas tecnologias relacionadas ao concreto apontam para produtos com características especiais, como os auto-adensáveis (CAA) e os de alto desempenho (CAD), já conhecidos entre nós, porém ainda pouco utilizados no Brasil (menos de 5% do total de concreto usinado usado no País), que requerem cuidados diferenciados para sua preparação, controle e recebimento; cuidados esses já cobertos pela normalização técnica vigente.

Esse tipo de concreto dificilmente é preparado na obra e atualmente apenas pequena  porcentagem do concreto preparado no Brasil é dosado em central e entregue em caminhões-betoneira, realidade que diverge da constatada nos países da Comunidade Européia e Estados Unidos (neste último cerca de 90% do concreto aplicado é dosado em central). No Brasil, na ausência de um dado estatístico direto, usa-se como referência o destino de 17% da produção de cimento para o consumo das concreteiras.

De todo o concreto preparado nos canteiros de obras no Brasil, apenas uma pequena parcela é submetida ao controle de qualidade laboratorial; caso das grandes obras de infra-estrutura, cujos canteiros dispõem de laboratórios próprios, além de construtoras que contratam o controle tecnológico de forma independente, tendo elas mesmas se responsabilizado pela dosagem do material. Estima-se que mais da metade de todo o concreto preparado no País não seja submetido a nenhum tipo de controle em laboratório, portanto, ampliar a abrangência desse procedimento seria uma meta interessante, mas para isso é preciso ter uma rede de laboratórios que consiga atender a todo o mercado, com qualidade.