ABCP e SNIC assinam acordo com IFC, do Grupo Banco Mundial

30/06/2016
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A IFC, membro do Grupo Banco Mundial, assinou um acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) para apoio na elaboração do Mapeamento Tecnológico do Cimento.

Iniciativa pioneira da indústria no país, o projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) e com o Conselho Mundial de Desenvolvimento Sustentável-Iniciativa do Cimento Sustentável (WBCSD-CSI, na sigla em inglês), e conta também com a Coordenação Técnica do professor José Goldemberg, ex-ministro de Educação e ex-secretário de Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia.

Além do apoio financeiro, a IFC também vai contribuir com sua experiência internacional – acumulada nos últimos 55 anos pelo financiamento de mais de 180 projetos no setor de cimento, em cerca de 60 países – para a produção de dois dos estudos técnicos deste projeto: Eficiência Energética e Uso de Combustíveis Alternativos. O porfólio atual da IFC inclui 30 investimentos e 10 projetos de assessoria no setor, em 26 países. Historicamente, a IFC já investiu mais de US$ 4 bilhões no setor, globalmente, e US$ 838 milhões somente na América Latina.

Sobre o mapeamento tecnológico do cimento
A edição brasileira do Mapeamento Tecnológico do Cimento, estudo conhecido internacionalmente como Cement Technology Roadmap, vai mapear atuais e futuras tecnologias e seu potencial para a melhoria da eficiência energética e redução das emissões relativas de gases de efeito estufa por tonelada de cimento produzido, tendo como horizonte o ano de 2050.  Seu principal objetivo é contribuir para a evolução da indústria do cimento no Brasil rumo a uma economia de baixo carbono, contando com soluções técnicas aliadas a uma série de recomendações dos setores acadêmicos, governamentais e financeiros. O desafio é grande, já que o Brasil, segundo a IEA, é o país com o menor potencial de redução de emissões de CO2 por tonelada de cimento produzida no mundo, em função do grau de excelência já alcançado.

Quatro grandes temas estão sendo analisados no Roadmap – Brasil, que tem a participação direta de grandes instituições acadêmicas e de pesquisa das mais diversas regiões brasileiras. São eles: Eficiência Energética; Uso de Combustíveis Alternativos, como biomassa e resíduos para coprocessamento; Uso de Adições para substituir o clínquer, produto intermediário do cimento; e Captura, Estocagem e Utilização de Carbono.

No mundo, outros dois estudos sobre a indústria do cimento já foram realizados anteriormente seguindo a mesma metodologia e com os mesmos parceiros (IEA e WBCSD): o Mapeamento Global em 2009, e o da Índia, em 2013 – este último também com apoio da IFC. No Brasil, o projeto foi lançado em setembro de 2014 e deve ser concluído no primeiro semestre de 2017. O desenvolvimento do Roadmap – Brasil conta com apoio de  mais de 90% dos produtores de cimento do país.