Estudo da microestrutura do concreto em situação de incêndio: um termômetro da temperatura alcançada

21/06/2018
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Por Arnaldo Forti Battagin e Ana Lívia Zeitung de P. Silveira

Em situação de incêndio, a natureza não combustível e não tóxica do concreto, bem como sua baixa condutividade térmica, colocam-no como vantajoso em relação à maioria dos materiais de construção, funcionando até certo ponto como uma barreira que previne a propagação do calor e do próprio fogo. Nessas condições, as estruturas de concreto resistem por mais tempo durante um incêndio descontrolado, fato que tem impacto positivo no salvamento de vidas.

Entretanto, quando o concreto é submetido a altas temperaturas por longo tempo, pode haver uma deterioração em suas propriedades, como decréscimo da resistência  à compressão, decréscimo do módulo de deformação, fissuração e perda da aderência entre a pasta de cimento e os agregados. Nessas condições, paradoxalmente, a baixa condutividade térmica gera gradientes de temperatura entre a superfície exposta ao fogo e o interior do elemento estrutural, que pode resultar em lascamento superficial também conhecido por “spalling”.

Acesse o artigo na íntegra, publicado na revista Concreto & Construções, Ano XLV, edição 89 (Jan-Mar 2018), do Ibracon.