| O
mercado nacional dispõe de 8 opções,
que atendem com igual desempenho aos mais variados
tipos de obras. O cimento Portland comum (CP
I) é referência, por suas características
e propriedades, aos 11 tipos básicos
de cimento Portland disponíveis no mercado
brasileiro. São eles:
1.
a. CP
I - Cimento Portland Comum
b. CP I-S - Cimento
Portland Comum com Adição
2.
a.
CP II-E - Cimento Portland Composto com Escória
b. CP II-Z - Cimento
Portland Composto com Pozolana
c. CP II-F - Cimento Portland
Composto com Fíler
3.
4.
5.
6.
7.
8.
Esses tipos se diferenciam
de acordo com a proporção de clínquer
e sulfatos de cálcio, material carbonático
e de adições, tais como escórias,
pozolanas e calcário, acrescentadas no
processo de moagem. Podem diferir também
em função de propriedades intrínsecas,
como alta resistência inicial, a cor branca
etc. O próprio Cimento Portland Comum
(CP I) pode conter adição (CP
I-S), neste caso, de 1% a 5% de material pozolânico,
escória ou fíler calcário
e o restante de clínquer. O Cimento Portland
Composto (CP II- E, CP II-Z e CP II-F) tem adições
de escória, pozolana e filer, respectivamente,
mas em proporções um pouco maiores
que no CP I-S. Já o Cimento Portland
de Alto-Forno (CP III) e o Cimento Portland
Pozolânico (CP IV) contam com proporções
maiores de adições: escória,
de 35% a 70% (CP III), e pozolana de 15% a 50%
(CP IV).
Aplicações
dos tipos de cimento
1.
Cimento Portland Comum CP I e CP I-S (NBR 5732)
Um tipo de cimento portland sem quaisquer adições
além do gesso (utilizado como retardador
da pega) é muito adequado para o uso
em construções de concreto em
geral quando não há exposição
a sulfatos do solo ou de águas subterrâneas.
O Cimento Portland comum é usado em serviços
de construção em geral, quando
não são exigidas propriedades
especiais do cimento. Também é
oferecido ao mercado o Cimento Portland Comum
com Adições CP I-S, com 5% de
material pozolânico em massa, recomendado
para construções em geral, com
as mesmas características.
2.
Cimento Portland CP II (NBR 11578)
O Cimento Portland Composto é modificado.
Gera calor numa velocidade menor do que o gerado
pelo Cimento Portland Comum. Seu uso, portanto,
é mais indicado em lançamentos
maciços de concreto, onde o grande volume
da concretagem e a superfície relativamente
pequena reduzem a capacidade de resfriamento
da massa. Este cimento também apresenta
melhor resistência ao ataque dos sulfatos
contidos no solo. Recomendado para obras correntes
de engenharia civil sob a forma de argamassa,
concreto simples, armado e protendido, elementos
pré-moldados e artefatos de cimento.
Veja as recomendações de cada
tipo de CP II:
a.
Cimento Portland CP II-Z (com
adição de material pozolânico)
- Empregado em obras civis em geral, subterrâneas,
marítimas e industriais. E para produção
de argamassas, concreto simples, armado e protendido,
elementos pré-moldados e artefatos de
cimento. O concreto feito com este produto é
mais impermeável e por isso mais durável.
b.
Cimento Portland Composto CP II-E (com
adição de escória granulada
de alto-forno)
- Composição intermediária
entre o cimento portland comum e o cimento portland
com adições (alto-forno e pozolânico).
Este cimento combina com bons resultados o baixo
calor de hidratação com o aumento
de resistência do Cimento Portland Comum.
Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento
de calor moderadamente lento ou que possam ser
atacadas por sulfatos.
c.
Cimento Portland Composto CP II-F (com
adição de material carbonático
- fíler)
- Para aplicações gerais. Pode
ser usado no preparo de argamassas de assentamento,
revestimento, argamassa armada, concreto simples,
armado, protendido, projetado, rolado, magro,
concreto-massa, elementos pré-moldados
e artefatos de concreto, pisos e pavimentos
de concreto, solo-cimento, dentre outros.
3.
Cimento Portland de Alto Forno CP III
– (com
escória - NBR 5735)
Apresenta maior impermeabilidade e durabilidade,
além de baixo calor de hidratação,
assim como alta resistência à expansão
devido à reação álcali-agregado,
além de ser resistente a sulfatos. É
um cimento que pode ter aplicação
geral em argamassas de assentamento, revestimento,
argamassa armada, de concreto simples, armado,
protendido, projetado, rolado, magro e outras.
Mas é particularmente vantajoso em obras
de concreto-massa, tais como barragens, peças
de grandes dimensões, fundações
de máquinas, pilares, obras em ambientes
agressivos, tubos e canaletas para condução
de líquidos agressivos, esgotos e efluentes
industriais, concretos com agregados reativos,
pilares de pontes ou obras submersas, pavimentação
de estradas e pistas de aeroportos.
4.
Cimento Portland CP IV – 32 (com
pozolana - NBR 5736)
Para obras correntes, sob a forma de argamassa,
concreto simples, armado e protendido, elementos
pré-moldados e artefatos de cimento.
É especialmente indicado em obras expostas
à ação de água corrente
e ambientes agressivos. O concreto feito com
este produto se torna mais impermeável,
mais durável, apresentando resistência
mecânica à compressão superior
à do concreto feito com Cimento Portland
Comum, a idades avançadas. Apresenta
características particulares que favorecem
sua aplicação em casos de grande
volume de concreto devido ao baixo calor de
hidratação.
5.
Cimento Portland CP V ARI -
(Alta Resistência Inicial - NBR 5733)
Com valores aproximados de resistência
à compressão de 26 MPa a 1 dia
de idade e de 53 MPa aos 28 dias, que superam
em muito os valores normativos de 14 MPa, 24
MPa e 34 MPa para 1, 3 e 7 dias, respectivamente,
o CP V ARI é recomendado no preparo de
concreto e argamassa para produção
de artefatos de cimento em indústrias
de médio e pequeno porte, como fábricas
de blocos para alvenaria, blocos para pavimentação,
tubos, lajes, meio-fio, mourões, postes,
elementos arquitetônicos pré-moldados
e pré-fabricados. Pode ser utilizado
no preparo de concreto e argamassa em obras
desde as pequenas construções
até as edificações de maior
porte, e em todas as aplicações
que necessitem de resistência inicial
elevada e desforma rápida. O desenvolvimento
dessa propriedade é conseguido pela utilização
de uma dosagem diferente de calcário
e argila na produção do clínquer,
e pela moagem mais fina do cimento. Assim, ao
reagir com a água o CP V ARI adquire
elevadas resistências, com maior velocidade.
6.
Cimento Portland CP (RS) - (Resistente a sulfatos
- NBR 5737)
O CP-RS oferece resistência aos meios
agressivos sulfatados, como redes de esgotos
de águas servidas ou industriais, água
do mar e em alguns tipos de solos. Pode ser
usado em concreto dosado em central, concreto
de alto desempenho, obras de recuperação
estrutural e industriais, concretos projetado,
armado e protendido, elementos pré-moldados
de concreto, pisos industriais, pavimentos,
argamassa armada, argamassas e concretos submetidos
ao ataque de meios agressivos, como estações
de tratamento de água e esgotos, obras
em regiões litorâneas, subterrâneas
e marítimas. De acordo com a norma NBR
5737, cinco tipos básicos de cimento
- CP I, CP II, CP III, CP IV e CP V-ARI - podem
ser resistentes aos sulfatos, desde que se enquadrem
em pelo menos uma das seguintes condições:
• Teor de aluminato
tricálcico (C3A) do clínquer e
teor de adições
carbonáticas de no máximo 8% e
5% em massa, respectivamente;
• Cimentos do tipo alto-forno que contiverem
entre 60% e 70% de
escória granulada de alto-forno, em massa;
• Cimentos do tipo pozolânico que
contiverem entre 25% e 40% de
material pozolânico, em massa;
• Cimentos que tiverem antecedentes de
resultados de ensaios de
longa duração ou de obras que
comprovem resistência aos sulfatos.
7.
Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação
(BC) - (NBR 13116)
O Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação
(BC) é designado por siglas e classes
de seu tipo, acrescidas de BC. Por exemplo:
CP III-32 (BC) é o Cimento Portland de
Alto-Forno com baixo calor de hidratação,
determinado pela sua composição.
Este tipo de cimento tem a propriedade de retardar
o desprendimento de calor em peças de
grande massa de concreto, evitando o aparecimento
de fissuras de origem térmica, devido
ao calor desenvolvido durante a hidratação
do cimento.
8.
Cimento Portland Branco (CPB) – (NBR 12989)
O Cimento Portland Branco se diferencia por
coloração, e está classificado
em dois subtipos: estrutural e não estrutural.
O estrutural é aplicado em concretos
brancos para fins arquitetônicos, com
classes de resistência 25, 32 e 40, similares
às dos demais tipos de cimento. Já
o não estrutural não tem indicações
de classe e é aplicado, por exemplo,
em rejuntamento de azulejos e em aplicações
não estruturais. Pode ser utilizado nas
mesmas aplicações do cimento cinza.
A cor branca é obtida a partir de matérias-primas
com baixos teores de óxido de ferro e
manganês, em condições especiais
durante a fabricação, tais como
resfriamento e moagem do produto e, principalmente,
utilizando o caulim no lugar da argila. O índice
de brancura deve ser maior que 78%. Adequado
aos projetos arquitetônicos mais ousados,
o cimento branco oferece a possibilidade de
escolha de cores, uma vez que pode ser associado
a pigmentos coloridos.
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BT106-2003
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